segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Curtinho


O poema
Sem ritmo
Que escrevi
Era para você

O poema
Que sinto nascer
Aqui
Era para ficar

Com o sentimento
Que nunca foi
Descrito.

Com o momento
Que nunca foi
Vivido.

Insônia


Ouço batidas em copos
sons intraduzíveis
Vozes infantis
De repente... uma voz adulta.
E uma outra voz... artificial
(algum brinquedo moderno)
“bate papo”...
alguém que pede silêncio
“as crianças foram dormir”
...mais conversa.

[Si lên cio]

Foram dormir...

Um gato mia.
E lá longe um cão late
Só agora, só agora ouço a minha geladeira e
o relógio de parede.
A caneta
e o meu pensamento.


LOGOS


Nada a ver,
Só este sentimento de perda.
No vai e vem das palavras
Restaram frases mal acabadas
Frases de amor mal feitas.

Nada de muito importante,
Só uma coisa qualquer de agradável
No que havia de mais bonito
Ficaram os trechos mais perdidos
Os sonhos e planos desfeitos.

Nada a se preocupar,
Só este poema que escrevo
Sem um motivo aparente
Um algo impalpável
Que une o imperfeito às
Coisas mais perfeitas
E nunca nunca nunca ninguém vai saber.


Os pingos da chuva
São convites quase sexuais
Para uma noite prolongada


Acorde agora
Esses são sinais
De que você já devia estar acordada


Mas se você preferir
Ficar na cama
Ouvindo os pingos dessa chuvinha


Por favor, depois não queira
Dizer que me ama
E que não suporta viver sozinha.



Eu amo


Os olhos


                                                               De quem


                      Me olha


                                                                      Sem

                          
                                             No entanto


Insinuar estar


                                                  

                                                    Olhando.