segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

LOGOS


Nada a ver,
Só este sentimento de perda.
No vai e vem das palavras
Restaram frases mal acabadas
Frases de amor mal feitas.

Nada de muito importante,
Só uma coisa qualquer de agradável
No que havia de mais bonito
Ficaram os trechos mais perdidos
Os sonhos e planos desfeitos.

Nada a se preocupar,
Só este poema que escrevo
Sem um motivo aparente
Um algo impalpável
Que une o imperfeito às
Coisas mais perfeitas
E nunca nunca nunca ninguém vai saber.


Os pingos da chuva
São convites quase sexuais
Para uma noite prolongada


Acorde agora
Esses são sinais
De que você já devia estar acordada


Mas se você preferir
Ficar na cama
Ouvindo os pingos dessa chuvinha


Por favor, depois não queira
Dizer que me ama
E que não suporta viver sozinha.



Eu amo


Os olhos


                                                               De quem


                      Me olha


                                                                      Sem

                          
                                             No entanto


Insinuar estar


                                                  

                                                    Olhando.

Teias de aranha
Em teto amarelo


Eu – você


Ilusão de óptica

Por perto – silêncio

Repousa o suspiro
D’eu não poder
Agarrar-te!!!

Poeminha de amor nº 2


Amei você num domingo
E você estava na garoa
Eu igual a filme antigo
Disputei cara ou coroa.



Senti na pele o primeiro não
Você mal sabia o que se tratava
Eu igual a samba-canção
Disse apenas que te amava.



E fui indo na contramão
Você nem queria que eu fosse
Igual a time da terceira divisão
Insisti que tudo era doce!



Até que o grande dia chegou
Você já estava com outro
Eu como poema de amor
Desisti... Porque não sou louco...