segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011


Eu amo


Os olhos


                                                               De quem


                      Me olha


                                                                      Sem

                          
                                             No entanto


Insinuar estar


                                                  

                                                    Olhando.

Teias de aranha
Em teto amarelo


Eu – você


Ilusão de óptica

Por perto – silêncio

Repousa o suspiro
D’eu não poder
Agarrar-te!!!

Poeminha de amor nº 2


Amei você num domingo
E você estava na garoa
Eu igual a filme antigo
Disputei cara ou coroa.



Senti na pele o primeiro não
Você mal sabia o que se tratava
Eu igual a samba-canção
Disse apenas que te amava.



E fui indo na contramão
Você nem queria que eu fosse
Igual a time da terceira divisão
Insisti que tudo era doce!



Até que o grande dia chegou
Você já estava com outro
Eu como poema de amor
Desisti... Porque não sou louco...



Tempo








O Tempo é Deus

E Deus tem Tempo de sobra

Apaixonado pelos seus

Faz muito mais do que cobra.


CONSTATAÇÃO


E assim que um sentimento tão bacana
De repente se mistura a outro
Que lembra um pouco a raiva,
Tudo muda...
É como um peso que se retira das costas
O alivio da descoberta
De uma resposta
Para uma pergunta que nem foi feita

Tive confesso, aquela vontade insana
De que a gente desse certo
E assim dei minha palavra
De que faria tudo
Para te fazer feliz!
Mas, ingenuidade a minha, estranho
e absurdo que você não queira
o que eu sempre quis.

E tudo na vida é passageiro
Principalmente, o amor...
E permanece o beijo derradeiro
Um abraço apertado e um meio sorriso.
E o amor acaba...
Como uma canção bonita que se quer ouvir sempre...
Como o livro que pede o descanso na estante...
Como a bebida que deixa o litro vazio no canto...
Transforma tudo em lembrança do que se viveu
Enquanto os planos eram feitos
O mais importante agora
É que se tenha a impressão, sem nenhum espanto
De que nada, nada mesmo, se perdeu
Vou ler um livro e pensar em tudo
Beber um vinho, jogar fora qualquer possibilidade
De lamento ou pranto
Outro dia, amanhã mesmo é outro dia...